📺 O Google apresenta prévias dos novos recursos do Gemini para TV na CES 2026 ↗
Basicamente, o Google está tentando fazer com que sua TV pareça menos um labirinto de menus e mais um colega de quarto falante. O Gemini no Google TV terá busca conversacional, resumos de programas e descoberta no estilo "esqueci o título, mas lembro do enredo".
O mais surpreendente é que você pode pedir uma análise aprofundada de um tópico e receber uma explicação interativa e narrada em tela grande — e depois continuar explorando o assunto com perguntas adicionais. O aplicativo também pode vasculhar o Google Fotos por "pessoas ou momentos" e aplicar estilos artísticos a fotos e vídeos para criar memórias em formato de apresentação de slides.
E sim, o recurso mais prático pode ser o que parece mais bobo: diga à TV "tela muito escura" ou "não consigo ouvir os diálogos", e ela ajustará as configurações corretamente sem que você precise navegar pelos menus. Ele estará disponível primeiro em algumas TVs TCL e requer o sistema operacional Android TV 14 ou superior, além de uma conexão com a internet.
🗽 Nova York promulga a Lei RAISE, que regulamenta modelos de IA de ponta ↗
Nova York acaba de entrar para o clube das "regras do modelo de fronteira" - sendo o segundo estado americano, depois da Califórnia, a aprovar regras abrangentes voltadas para grandes e poderosas empresas de desenvolvimento de IA.
A Lei RAISE prioriza a transparência e a notificação de incidentes: grandes desenvolvedores de IA devem publicar informações sobre seus protocolos de segurança e notificar o estado em até 72 horas após determinados incidentes de segurança. Há também um novo órgão de supervisão dentro do Departamento de Serviços Financeiros, que parece ser um ambiente promissor para a governança da IA.
Existem mecanismos de fiscalização: o procurador-geral pode instaurar ações civis por relatórios omitidos ou declarações falsas, com penalidades que aumentam progressivamente em caso de reincidência. Não há direito de ação privada, portanto, não se trata de uma situação em que pessoas aleatórias podem entrar com processos judiciais.
🎙️ O próximo dispositivo de IA da OpenAI poderá ser controlado por voz ↗
Os planos da OpenAI para dispositivos eletrônicos soam mais como um "assistente ambiental" do que "mais um retângulo para você ficar olhando". Segundo informações, trata-se de um aparelho com câmeras, microfones e alto-falantes que pode observar o que acontece ao seu redor e responder a perguntas — e não tem tela, o que o torna algo entre elegante e levemente assustador.
Por não possuir tela, a camada de controle é feita principalmente por voz. Segundo a reportagem, a OpenAI está focando em um modelo de voz que pareça mais natural e que consiga falar e entender ao mesmo tempo — o que parece óbvio até você se lembrar de quantas vezes os sistemas de voz falham em tarefas básicas de alternância de turnos.
Em termos de cronograma, espera-se que o modelo de voz seja lançado antes do próprio dispositivo, com o aparelho previsto para ser lançado no final do ano, na melhor das hipóteses.
💸 Investidores afirmam que a inflação impulsionada por inteligência artificial é o risco mais negligenciado para 2026 ↗
Alguns investidores estão basicamente dizendo: todos estão comemorando os mercados impulsionados pela IA, mas a ressaca pode ser a inflação — e não aquela inflação leve e agradável de "preços um pouco mais altos". O argumento é que a expansão massiva da IA pode aumentar os custos devido à demanda por energia e aos chips caros, especialmente com a corrida dos hiperescaladores para construir data centers.
Se a inflação voltar a acelerar, os bancos centrais podem parar de afrouxar a política monetária — ou até mesmo apertá-la — e é aí que reside o problema, porque a política monetária mais restritiva tende a afetar primeiro as empresas de tecnologia de alto valor de mercado. A pressão sobre as taxas de juros também pode dificultar o financiamento de grandes projetos de IA, o que cria um ciclo vicioso interessante para quem não está arcando com as consequências.
A impressão geral não é de que "a IA é ruim", mas sim de que "a IA é cara na economia real", e os mercados podem estar subestimando esse valor.
🩺 A OpenAI vê grande oportunidade em consultas de saúde nos EUA ↗
A OpenAI publicou uma pesquisa que alega um enorme volume de uso relacionado à saúde – mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo fazem perguntas sobre saúde ao ChatGPT diariamente, e as solicitações de informações sobre saúde representam uma parcela considerável de todas as mensagens.
Especificamente nos EUA, a abordagem é direta: as pessoas usam o ChatGPT para ajudar a navegar por um sistema de saúde estressante, e a OpenAI não está tratando isso como um efeito colateral desagradável, mas sim como uma oportunidade política (o que parece ousado).
O relatório aponta para padrões como pessoas tentando entender os sintomas, muitas conversas acontecendo fora do horário normal de atendimento clínico e uma grande quantidade de mensagens focadas em questões logísticas de planos de saúde. Parece muito que "isso já está acontecendo, então vamos definir as regras".
🤖 Na CES 2026, tudo é IA. O que importa é como você a utiliza ↗
A CES voltou com tudo no modo "IA em absolutamente tudo" — mas a conclusão mais interessante é que o rótulo "IA" está perdendo força. Quando todo gadget tem um chatbot, o diferencial passa a ser a maturidade do software e o valor prático, e não o fato de ter "IA" escrito na caixa.
A visão da WIRED é basicamente a seguinte: o mercado atingiu a saturação, então a execução é o que importa. Óculos inteligentes, wearables, dispositivos para casas inteligentes, sensores de saúde — todos podem fazer coisas semelhantes, mas aquele que parece perfeito (e não incomoda) é o que as pessoas mantêm.
Existe também um suspense persistente em torno da estratégia da OpenAI para dispositivos de consumo — todos estão observando, ninguém sabe exatamente qual será o formato "indispensável" ainda, e essa incerteza é, de certa forma, o objetivo.
Perguntas frequentes
Qual foi o grande tema da CES 2026, quando "tudo é IA"?
Na CES 2026, a questão não era que a IA seja uma novidade, mas sim que o rótulo "IA" está perdendo força. Quando todos os dispositivos se autodenominam "IA", os vencedores são aqueles que oferecem uma experiência fluida e genuinamente útil no dia a dia. É por isso que detalhes práticos (como uma melhor descoberta de canais na TV ou menus menos irritantes) acabam importando mais do que demonstrações chamativas. A execução é o diferencial.
Quais foram as novas funcionalidades do Gemini no Google TV que o Google apresentou na CES 2026?
O Google apresentou uma prévia do Gemini no Google TV, com melhorias como busca conversacional, resumos de programas e descoberta baseada em lembranças vagas da trama. Um recurso de destaque é uma explicação interativa e narrada em tela grande, que funciona como um "passo a passo" do tópico e que você pode aprimorar com interações posteriores. A ferramenta também permite pesquisar no Google Fotos por "pessoas ou momentos", aplicar estilos artísticos a fotos ou vídeos para apresentações de slides e lidar com ajustes de configurações por meio de comandos de voz em linguagem simples.
Como o Gemini no Google TV pode me ajudar quando não me lembro do título de um programa?
O Gemini no Google TV foi projetado para aqueles momentos do tipo "esqueci o título, mas lembro da trama", permitindo que você descreva o que se lembra e guiando você para resultados semelhantes. Ele também adiciona resumos, para que você possa se atualizar rapidamente sem precisar procurar episódios ou sinopses. O objetivo geral é substituir a navegação complexa por menus por uma interação mais conversacional, que vai refinando os resultados à medida que você esclarece os detalhes.
Quais TVs receberão o Gemini no Google TV primeiro, e o que eu preciso para que funcione?
O Gemini no Google TV chegará primeiro a algumas TVs TCL selecionadas. Os requisitos mencionados incluem o Android TV OS 14 ou mais recente e uma conexão com a internet. Na prática, isso significa que versões mais antigas do Android TV podem não ser compatíveis com a nova experiência Gemini, e o uso offline não incluirá os recursos que dependem de respostas baseadas na nuvem ou pesquisas de conteúdo. A disponibilidade será gradual, e não universal no primeiro dia.
O que é a Lei RAISE de Nova York e o que ela exige dos desenvolvedores de modelos de IA de ponta?
A Lei RAISE de Nova York é uma legislação abrangente voltada para grandes e poderosas empresas de desenvolvimento de IA, tornando-a o segundo estado americano, depois da Califórnia, a aprovar importantes regras para o "modelo de vanguarda". Ela enfatiza a transparência em relação aos protocolos de segurança e exige que os desenvolvedores notifiquem o estado em até 72 horas após determinados incidentes de segurança. A lei também cria um novo órgão de supervisão dentro do Departamento de Serviços Financeiros.
O que sabemos sobre o dispositivo controlado por voz da OpenAI e por que os investidores estão preocupados com a inflação impulsionada pela IA em 2026?
Reportagens descrevem o dispositivo da OpenAI como um assistente sem tela, controlado por voz, com câmeras, microfones e alto-falantes, capaz de observar o que está acontecendo e responder a perguntas. Em outro contexto, alguns investidores alertam que a expansão da IA pode impulsionar a "inflação impulsionada pela IA" devido à demanda por energia e aos altos custos dos chips, à medida que os data centers se expandem. Se a inflação subir, os bancos centrais podem interromper ou restringir as políticas monetárias, pressionando empresas de tecnologia de alto valor e dificultando o financiamento de grandes projetos de IA.